segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Algumas informações a respeito da cerimônia: resumo


A base da cerimônia ortodoxa de casamento é sempre a mesma, embora comunidades nacionais (russos, árabes, ucranianos, gregos, etc.) tenham algumas tradições particulares. Na essência, a cerimônia de casamento na Igreja Ortodoxa segue ao seguinte esquema:

- Tradicionalmente não há cortejo. O celebrante é quem conduz os noivos até o altar.
- Não há uma infinidade de padrinhos na cerimônia. Isso porque apenas um (ou um casal) é que tem papel ativo na cerimônia. É ele quem cruza as coroas nas cabeças dos noivos e segura a vela e a fita que une as coroas na procissão em torno do altar.
- Na tradição ortodoxa, não existem as figuras do pajem ou da dama de honra. Como as alianças já devem estar no altar antes da cerimônia começar, seria inútil ter uma dama/pajem, uma vez que a função deles é levar as alianças. As alianças ficam sobre o Evangeliário desde o início da celebração.
- A cerimônia é toda cantada - assim como todos os ofícios e celebrações da Igreja Ortodoxa. Portanto, não há as músicas como na Igreja Latina (troca de alianças, entrada de padrinhos, saída dos noivos) assim como na tradição latina.
- O celebrante é quem coloca as alianças nas mãos dos noivos, e isso é feito na mão direita. Quem passa as alianças para a mão esquerda é o próprio casal, depois de consumado o casamento (segundo a tradição).
- Os noivos dão três voltas em torno do altar simbolizando a primeira caminhada como casal, tendo Cristo - representado pelo Evangeliário - como o centro da vida da nova família que ali se forma.
- A cerimônia é dividida em duas partes: o noivado (colocação das alianças) e a coroação (casamento propriamente dito). Habitualmente, essas cerimônias são realizadas no mesmo dia, mas nada impede que sejam realizadas em momentos diferentes.
- Os noivos bebem do cálice comum, dado pelo celebrante simbolizando a vida em comum que ambos terão daí por diante.

Enfim, há muitas diferenças entre a ceimônia Latina e a Ortodoxa. Embora esta seja a tradição, muitas Igrejas Ortodoxas fazem concessões e a cerimônia já está muito parecida com a Latina - em relação a cortejo, músicas, damas e pajens. No entanto, o verdadeiro ortodoxo deve(ria) seguir a tradição da Santa Igreja Ortodoxa, lembrando-se de que o matrimônio é antes de tudo um sacramento, não um mero evento social.

sábado, 25 de outubro de 2008


A Cerimônia
A cerimônia de casamento na Igreja Ortodoxa segue alguns rituais milenares, o que a torna distinta das outras Igrejas. Basicamente, são dois momentos que marcam a cerimônia: o Noivado e a Coroação.
O Noivado corresponde à troca de alianças entre os noivos. Após as orações iniciais, o sacerdote põe as alianças nos dedos anelares da mão direita do noivo e da noiva. Estes as trocarão de mão posteriormente (após a consumação do casamento). Por motivos óbvios, atualmente o sacerdote põe as alianças diretamente na mão esquerda dos noivos.
A Coroação corresponde ao casamento propriamente dito. É o momento em que os noivos são consagrados um ao outro, iniciando o novo núcleo familiar. Após as orações iniciais, o sacerdote coroa os noivos, um ao outro, simbolizando a realeza do Sacramento do Matrimônio. Segue-se a procissão em volta do altar, sobre o qual está o Evangelho simbolizando que Cristo é o centro da vida da nova família que se forma. Esta é a primeira caminhada que o novo casal dá como um único ser. Após a leitura da Epístola e do Evangelho marido e mulher bebem da taça comum. O sacerdote depõe as coroas, abençoando o novo casal.
Como se pode perceber, o Sacramento do Matrimônio é cercado por uma simbologia muito intensa, proporcionando aos noivos contemplar o momento em que se tornam um, como somos um em Cristo Jesus. Não existem restrições quanto ao uso de músicas, padrinhos, damas/pajens ou vestimentas. No entanto vale ressaltar que a importância primordial está no Sacramento, na presença de Deus e Cristo santificando a união de seus filhos.
O Sacramento do Matrimônio



Como sabemos, o Sacramento do Matrimônio foi abençoado por Jesus na ocasião
das Bodas em Caná (Jo 2, 1-11). Por isso dizemos que o mesmo é uma bênção de Deus, o Santificador do Matrimônio.
A Igreja Ortodoxa vê o Matrimônio como a união de homem e mulher em corpo e alma: a partir deste, ambos passam a ser um único ser e a formar um novo núcleo familiar. Portanto, o Sacramento do Matrimônio é, como os outros sacramentos, santificado.

Particularidades

A Igreja Ortodoxa apresenta algumas particularidades em relação ao Sacramento do Matrimônio que são mal interpretadas por algumas pessoas. Isso gerou, no decorrer dos anos, equívocos em relação à estrutura dogmática da Igreja.
O engano mais comum é a questão do segundo matrimônio. A Igreja Ortodoxa vê o casamento como uma busca pela felicidade. Todos os filhos de Deus merecem a felicidade. Portanto, se o matrimônio não a traz para o casal, a convivência forçada, que causa sofrimento ou frustração não deve continuar.
O segundo casamento é permitido após a análise dos motivos que levaram ao final do matrimônio anterior. Não se trata, portanto, de casar sem critério, como muitos grupos ou pessoas divulgam.
Nos casos de primeiro casamento, não havendo impedimento legal, a cerimônia pode ser marcada com o sacerdote após a autorização pelo Bispo responsável.
O local da cerimônia também é outra informação equivocada. A Igreja Ortodoxa vê a presença de Deus em todos os lugares. Portanto, não existem impedimentos para que o casamento seja realizado em bufês, salões, residências ou na própria igreja. Porém há que se considerar o local, uma vez que nem todos os locais são adequados para uma cerimônia religiosa.